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Área de Projeto do 5º ano apresenta: "Em busca da estrela"


Há coisas que levam anos a fazer. Outras, levam meses. Outras ainda, surgem de um projeto ambicioso que só tem três semanas de tempo para poder vir à luz. E só o entusiasmo, a camaradagem e o espírito de missão conseguem concretizar esse tipo de sonhos.

O espetáculo "Em busca da Estrela" foi um projeto assim. Implicava, em menos de um mês, pôr em cena cento e vinte alunos, envolver quatro turmas na construção de uma peça, adaptar um conto de Natal (Os três reis do Oriente) de Sophia de Mello Breyner para o nível do 5º ano, ensaiar em quatro salas diferentes e só na última semana juntar tudo numa encenação com um fio condutor, uma mensagem e um sentido. A professora Elisabete Correia acreditou que sim, era possível. O professor José António Nogueira não duvidou. Juntaram-se-lhes os professores auxiliares Hugo Alves, Cristina Martins, Isabel Nunes e Margarida Amaral, bem como a professora Teresa Portugal, alunos do 9º ano e da Associação de Estudantes e, todos juntos, tornaram o projeto uma realidade notável. Graças a eles, esta história foi contada numa tarde de quarta-feira, para os pais e famílias dos alunos do 5º ano.

Era uma vez, numa cidade como tantas outras, um monte de gente atarefada, todos com pressa, os pais nas compras, os filhos a tirar selfies, os mendigos esquecidos. Num deserto distante, um povo tão semelhante a nós adora um bezerro de ouro. Nem na cidade nem no deserto há espaço para ver a estrela, as luzes das montras e do ouro encadeiam as pessoas perdidas. Mas há reis que anseiam por mais. E há pastores que se sentem chamados. Há anjos hoje, como há 2000 anos, que abrem caminhos na noite. E, em Belém, como em cada família abençoada com um novo filho, a estrela é vista finalmente.


«Então eu vi chegar ao meu encontro
Aqueles que uma estrela iluminava
E assim eles disseram: «Vem connosco
se também vens seguindo aquela estrela»
Então eu soube que a estrela que eu seguia
Era real e não imaginada

Grandes noites redondas nos cercaram
Grandes brumas miragens nos mostraram
Grandes silêncios de ecos vagabundos
Em direções distantes nos chamaram
E a sombra dos três homens sobre a terra
Ao lado dos meus passos caminhava

E eu espantada vi que aquela estrela
Para a cidade dos homens nos guiava
E a estrela do céu parou em cima
De uma rua sem cor e sem beleza
Onde a luz tinha a cor que tem a cinza
Longe do verde do azul da natureza

Ali não vi as coisas que eu amava
Nem o brilho do sol nem o da água
Ao lado do hospital e da prisão
Entre o agiota e o templo profanado
Onde a rua é mais triste e mais sozinha

E onde tudo parece abandonado
Um lugar pela estrela foi marcado
Nesse lugar pensei: «Quanto deserto
atravessei para encontrar aquilo
que morava entre os homens e tão perto»

(Sophia de Mello Breyner Andresen)


Parabéns a todos os meninos e meninas, professores e professoras, que, neste Natal, nos lembraram da estrela que deve brilhar nos corações de todos nós.

© Colégio de São João de Brito
Propriedade da Província Portuguesa da Companhia de Jesus, Alvará nº 980.