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Nuno Silva – Um talento para a Matemática


«Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual; e depois partiu. O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebera dois talentos ganhou outros dois. Mas o que recebera um só talento foi escavar na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor (…)»

(Mateus 25, 14-30)

Todos os nossos alunos têm talentos que lhes foram confiados e todos têm o dever de os pôr a render. É missão do Colégio São João de Brito acompanhar os jovens nessa descoberta e nesse trabalho, e é comovedor para os educadores poderem contemplar os frutos que surgem depois de uma boa colheita.

Há alunos a quem muito foi dado e que têm responsabilidade acrescidas. O Nuno Silva é um deles: um aluno a quem foi confiado um talento especial para a Matemática e que, com entusiasmo e dedicação, tem sabido explorar e fazer crescer esse dom que Deus lhe deu. Desde o 3º ano que tem participado em todas as competições nacionais e internacionais para as quais o Clube da Matemática o desafiou e nunca cessou de arrecadar prémios que a todos deixam orgulhosos (veja-se lista abaixo). O ano passado, no 9º ano de escolaridade, alcançou um feito notável: participou em todas as competições propostas no Colégio, desde o Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos às Olimpíadas Portuguesas da Matemática, indo sempre à final, e ganhou prémios em todas elas.

A sua atitude, porém, é sempre de humildade e discrição, olhando com naturalidade para uma atividade que, acima de tudo, lhe dá gozo e o motiva: «Ainda me lembro do primeiro concurso em que participei no Clube da Matemática. Andavam a falar nas inscrições para campeonato de Jogos Matemáticos; eu nem sabia jogar ainda, mas resolvi participar, aprendi o jogo e ganhei o campeonato do colégio. Só que depois fui à final a nível nacional e perdi. Fiquei aborrecido comigo próprio por não ter treinado e no ano seguinte já me preparei como deve ser, porque já sabia que era preciso treinar para ter sucesso na final e dessa vez ganhei o primeiro lugar. É que eu, no fundo, sou competitivo e gosto de me superar. E se me dizem que não vou conseguir, aí é que me empenho ainda mais!»

As várias competições até ao 9º ano foram uma atividade natural e sem esforço para o Nuno. Tal como as próprias aulas de Matemática, em que, não sabe porquê nem como, consegue perceber as coisas intuitivamente, de forma imediata: «As fórmulas fazem sentido para mim, não sei explicar. Não preciso de as decorar, porque consigo lá chegar sozinho, pela minha própria cabeça».

O grande desafio chegou o ano passado, com as Olimpíadas Portuguesas da Matemática, em que os problemas são muito mais complicados e até lhe é pedido que aplique noções que ainda não estudou a nível curricular: «É muito divertido para mim porque tenho de encontrar soluções para problemas através da lógica e da criatividade. Honestamente, é muito mais giro do que estudar para os testes, inclusive para a disciplina de Matemática, porque aí sinto que é mais uma questão de debitar matéria ou aplicar receitas que são sempre as mesmas. Já nas Olimpíadas, nada se repete, é tudo sempre novo e eu é que tenho de encontrar técnicas na minha cabeça que tornem fáceis os problemas difíceis, por exemplo, encontrar estratégias para resolver problemas para os quais ainda não dei toda a matéria que se espera que eu aplique lá.»

Não se pense, porém, que o Nuno só pensa nisto! Ele é um miúdo com uma vida normal, que joga futebol e que até decidiu não se inscrever numa escola de Matemática da Universidade de Coimbra para a qual foi convidado depois de ter ganho a medalha de bronze nas Olimpíadas. A participação nessa escola implicaria um fim-de-semana por mês em Coimbra e ele achou que isso já era demais. Afinal, só tem 15 anos e também se quer divertir.
Mas já sabe que o seu futuro passará pela Matemática, até porque não consegue evitar usá-la no dia-a-dia, até para resolver os problemas mais simples. A questão será, depois, escolher a melhor universidade, mas até lá… ainda terá certamente muitas oportunidades para se superar e fazer crescer os seus talentos.

Parabéns, Nuno! Continua!

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