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(RE)PENSAR A ESCOLA ENQUANTO ESCOLA TRANSFORMADORA


Sabemos que a Escola não é um lugar neutro, que não se limita a transmitir de forma objetiva um conjunto valores e conhecimentos. A escola introduz e legitima formas particulares de vida social. Por isso, urge “(Re)Pensar a Escola enquanto Escola Transformadora”.

No dia 15 de fevereiro, entre as 18 e as 20.30h, na Fundação Cidade de Lisboa, teve lugar uma Conferência com este título e tema, organizada pelo CIDAC (Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral) e a Fundação Gonçalo da Silveira (ONGD jesuíta para a Transformação e a Justiça Social).

 Luísa Teotónio Pereira, do CIDAC, o Secretário de Estado da Educação, Dr. João Costa, e Alexandra Boni, professora de um estabelecimento educativo em Madrid, lançaram ideias sobre esta temática, perante um auditório de mais de 400 pessoas.

O mundo em que vivemos apresenta-nos inúmeros desafios: a globalização; a influência dos meios de comunicação social; o desafio multicultural; a relação entre o progresso da técnica e a ética; os riscos ambientais; a violência e a guerra; a governação.

Qual o papel da Escola no contexto destes múltiplos desafios? A Escola é um espaço privilegiado para a formação de cidadãos críticos e participativos, e para a promoção de um desenvolvimento solidário e sustentável, no sentido da construção de sociedades mais justas e equitativas.

E qual deve ser o perfil do aluno bem sucedido em 2030? Será o de alguém capaz de gerir diversas emoções, conflitos e tarefas; alguém com pensamento crítico e criatividade; alguém que lê o mundo de uma perspetiva intercultural e que tem uma formação integral: ética, estética e artística.

É, por isso, urgente que a Escola ponha no centro a consciência dos problemas do mundo, sendo capaz de gerir os conteúdos programáticos em articulação com eles. Há que fazer opções e assumir a responsabilidade de ser agente de mudança e de criação de novos valores, novas formas de estar e de pensar.

Para tal, uma Escola Transformadora deverá:

  • Ser para a comunidade e estar com a comunidade
  • Ser Inclusiva
  • Ser Participativa
  • Respeitar a Natureza
  • Ser Intercultural
  • Ser Criativa
  • Desenvolver as Artes
  • Promover o trabalho colaborativo
  • Promover a interdisciplinaridade

Desta forma a escola transforma-se num verdadeiro espaço de encontro e participação de toda a comunidade educativa. Promove-se o conhecimento como construção coletiva, que valoriza o saber de todos os envolvidos no ato educativo e não como mero esforço individual. Através de uma relação dialógica, educadores e alunos esforçam-se colaborativamente por compreender o mundo, fundamentando-se nas suas próprias existências, experiências, necessidades, circunstâncias e desejos.

A Escola transforma-se num espaço de reflexão e ação relativamente aos desafios impostos nos dias de hoje.

Com esta conferência, pôs-se a tónica na inovação, como uma ferramenta para ajudar a evoluir, transformar. Falta agora passar das palavras aos atos, sem receio de trilhar o caminho do inconformismo.

Margarida Costa Alves (professora de História do CSJB)

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